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Mostrando postagens de Outubro, 2014

Se eu fosse o teu ninho...

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por que você foi morar tão longe de mim? longe dos nossos sorrisos na praça... longe dos meus braços - abraços - laços... longe dos meus olhos - da minha ilusão - da minha alegria... a primeira vez que que te vi, não pensei em mais ninguém, você era a pessoa mais linda que eu conhecera... mas aí, você se foi... desistiu quando eu já sabia que você estava chegando com o seu passo tão sonoro, tão característico, tão seu... mas aí, você resolveu partir quando eu descobri que você era a pessoa mais incrível da minha vida, a pessoa mais silenciosa e carente que precisava tanto de mim... mas aí, você teve que ir quando eu não podia te deixar voar... você voou... foi parar em outros ninhos... e amou outros lábios e se aconchegou em outros braços... enquanto eu apenas rezo e espero que você esteja bem em algum lugar desse novo ninho que você pousou...

Kauana Costa

Teus anseios, Dolores...

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nesses últimos dias, me tornei na figura que sempre detestei, abominei... a necessidade absurda de querer confiar e sentir o medo e a insegurança me arrastarem para ter a "certeza" é angustiante, subjugador... mas eu não quero ter que precisar das artimanhas visuais para confiar apenas porque eu vi, porque eu vejo... eu não quero ser a pessoa que não consegue andar de mãos dadas sem olhar nas entrelinhas da tua boca alguma mentira escondida, alguma sombra de segredos ocultos... não quero ser a pessoa que não caminha para a frente presa aos possíveis deslizes que tu cometeste (no passado) e que eu já perdoei... não quero sentir a voracidade com que tais anseios deslizam pelo meu corpo, como se fosse uma infinda coceira que não posso atacar com minhas garras até que o sangue escorra... não quero ser a pessoa que em sua plenitude amorosa tem medo de viver plenamente um amor tranquilo e despreocupado com quem se ama...

Miragem

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sabe essa dor que cresce no meu peito? não, você não sabe... você não pode imaginar, não tem dimensão... não existem parâmetros para a dor no peito das pessoas... só existe a dor... que cresce, se alimenta dos anseios, das angústias, das tristezas... não existe solução para uma ferida aberta, não existe remédio para quem não sente segurança em si mesmo... o maior amigo ou inimigo pode estar bem mais perto do que se imagina... você não sabe e, de certa forma, me alegro que assim seja... saber que pelas minhas costas você tem outra vida, ou saber que diante de mim você dissimula não me enganar... é porque, no final, tudo é culpa minha mais do que sua...

Kauana Costa

A verdade que você não diz...

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você não me diz o que acontece... mas também não esconde que algo pode estar acontecendo... se você não usasse desculpas "esfarrapadas", eu aceitaria me deixar enganar... aceitaria mentiras plausíveis, apenas para não ficar triste ou angustiada... se a verdade que você reluta em dizer me feriria, não dizê-la fere ainda mais... mas não falo de dramas, não vivemos mais os dramas existenciais dos vinte anos... não vivemos mais a fase de pisar em ovos com o que se vai dizer... às vezes, não dizer nada, torna tudo ainda mais difícil de resolver...

A garota hipster

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a garota hipster na qual você gamou, não era a garota que você amava... a garota que você sempre amou sempre foi inalcançável, mas fazer de conta que a garota hipster poderia ser uma forma de minimizar a dor de não ter a sua amada, foi mais fácil, mais compreensível... de fato, a garota hipster tinha tudo o que você mais admirava... mas ela já amava alguém... e esse alguém não era você... você ainda achou que o namorado dela nem era tão "massa" quanto ela, mas a vida é assim... nem você é foda o suficiente para arrebatar a garota que você de fato ama... ela é uma paixão que enraizou no seu coração e por mais que você venha a amar outra pessoa, a garota que você ama, a miragem que você deslumbrou dela na garota hipster vai continuar te assombrando... a garota que você ama mora no pedestal que você a colocou... e ela nunca sairá de lá sozinha...

Kauana Costa

Errata

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Talvez seja difícil de entender, mas eu sei que não gosto disso em mim... se eu me conhecesse melhor, poderia saber como lidar com essa parte que repudio, mas que aceito de bom grado em determinadas ocasiões... não partirei em minha defesa hoje, nem amanhã... sei que faço coisas das quais não gosto e, embora em parte eu me sinta bem mais aliviada, por outra me sinto má e perversa... quais direitos eu tenho? Eu não os tenho. Não sobre ti. Não prometo que irei mudar. A mudança faz parte de outro contexto... mas acredito que mudar essa parte que faz parte de mim, seria mudar a mim mesma e me encaixar num ideal que não existe, porque sou humana. Eu me esbarro nas paredes de vidro da tênue linha dos limites que me afastam do que deveria fazer e não deveria... Mesmo assim, faço. E eu desaprovo minha ousadia descomedida de impor minha razão sobre a sua... Não tenho esse direito.